Após assaltos, taxistas pedem mais segurança em Foz do Iguaçu, na região da Ponte da Amizade

Os sindicatos e cooperativas pedem que o policiamento seja reforçado na região da ponte.

Segundo a categoria, nos últimos dias, foram registrados pelo menos seis assaltos a taxistas e carros de turismo na fila da BR-277, em direção ao Paraguai

Taxistas de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, têm pedido mais segurança dos órgãos responsáveis, principalmente, durante as travessias na Ponte Internacional da Amizade, em direção a Cidade do Leste, no Paraguai.

Conforme o Sindicato dos Taxistas de Foz do Iguaçu, de uma semana para cá, pelo menos seis assaltos a taxistas e a carros de turismo foram registrados na fila que se forma em determinados momentos na BR-277.

A Neide Alves é taxista há nove anos e foi uma dessas vítimas. Ela está traumatizada com o que aconteceu.

Os suspeitos também assaltam os passageiros. No caso da Neide, os criminosos levaram o celular dela e todo o dinheiro das duas passageiras, cerca R$ 1,5 mil reais.

Foz do Iguaçu tem cerca de 1,5 mil profissionais que trabalham com carros de turismo e táxis.

Os sindicatos e cooperativas que representam as duas classes protocolaram um ofício nos órgãos de segurança pública e na secretaria de turismo.

Eles pedem que o policiamento seja reforçado na região da ponte. Que seja feito um trabalho conjunto, como era antes da pandemia do novo coronavírus.

“Ficou determinado que a fiscalização iria trabalhar da seguinte forma, em cooperação entre a PRF, fiscalizando a BR-277, em uma das margens a PM, e na margem esquerda a GM. Isso foi feito e durante esse período houve a tranquilidade. Mas esses acordos foram deixados de lado. Muda-se o comando e aí esses acordos precisam ser revistos.”

Outra vítima dos assaltantes foi a Leidi, que ficou com um hematoma no braço da coronhada que levou durante o roubo no mesmo trecho.

Além do prejuízo, as vitimas precisam lidar com o trauma após o crime.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que tem atuado continuamente com relação a segurança no trecho, próximo da Ponte da Amizade, tanto no levantamento de inteligência, quanto no policiamento ostensivo.

Segundo a PRF, a dificuldade que se apresenta na região é porque não há homogeneidade em relação às quadrilhas.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a segurança no local é de responsabilidade da Guarda Municipal (GM) e da PRF.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Reginaldo da Silva, responsável também pela GM, a zona primária da ponte e o prolongamento da BR-277 são áreas de circunscrição da PRF.

Sobre as ruas paralelas à ponte, na região do Jardim Jupira ou da Vila Portes, a secretaria de segurança pública e a GM dão apoio às ações para evitar furtos e roubos quando há formação de filas na BR-277, segundo o secretário.

Diante da demanda apresentada, a secretaria informou que fará contato com as forças de segurança para que sejam programadas operações em conjunto, para dar suporte às polícias e garantir sensação de segurança para os que precisam transitar pelo local.

Crédito da matéria: Divulgação