Correndo contra a crise

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Durante seus 45 anos de taxista, Jorge disse que nunca viu uma crise igual a essa.
Durante seus 45 anos de taxista, Jorge disse que nunca viu uma crise igual a essa.

Jorge afirma que este é o momento mais difícil que já vivenciou em seus 45 anos como taxista

Depois de ficar dois meses sem trabalhar, o taxista Jorge da Silva resolveu se aventurar em algumas corridas, principalmente a tarde, mas percebeu que está sendo muito difícil para sobreviver com a atividade. “Estamos enfrentando uma grande dificuldade, não está tendo passageiros. Acho que enquanto não reabrir os shoppings, não voltar às aulas e mais alguma coisa assim vai ser muito difícil retomar o movimento”, considera o taxista.

 Apesar de estar seguindo as medidas recomendadas, Jorge sente que o risco da pandemia pesa tanto quanto a baixa no faturamento.
Apesar de estar seguindo as medidas recomendadas, Jorge sente que o risco da pandemia pesa tanto quanto a baixa no faturamento.

Jorge faz parte do grupo de risco do coronavírus devido sua idade e até tem receio de se expor, mas ficou fora da suas funções para respeitar as medidas de isolamento social propostas pelo Governo Municipal de Curitiba.  “Como o prefeito determinou que pessoas acima de 70 anos deviam permanecer em casa, no dia seguinte eu já deixei de fazer corridas para cumprir a determinação dele”, explica.

Durante seus 45 anos de taxista, Jorge disse que nunca viu uma crise igual a essa. “Apenas a crise mundial do petróleo afetou tanto a nossa classe, mas ainda assim a pandemia do coronavírus está sendo ainda mais difícil para superar”, lamenta o taxista, explicando que além das dificuldades econômicas, ainda há a constante preocupação com a situação.

Atualmente, os taxistas precisam higienizar seus veículos todos os dias, devem usar máscaras e álcool em gel constantemente. “Antes dessa crise a gente trabalhava tranquilo, sem estresse, sem medo… Mesmo com a concorrência dos aplicativos, agente sempre tinha os passageiros fiéis ao táxi e conseguia trabalhar com certa harmonia”, compara o taxista, afirmando que sente medo ao sair para trabalhar, apesar de tomar todos os cuidados necessários.

Crédito das fotos e matéria: Jeniffer Oliveira

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