Motoristas de táxi ajudam na eficácia do lockdown

Taxistas estão contribuindo com a aplicação e fiscalização de lockdown no Pará.
Taxistas estão contribuindo com a aplicação e fiscalização de lockdown no Pará.

Taxistas colaboram com o protocolo de isolamento ao seguirem orientações das autoridades

O combate ao coronavírus envolve diversos setores da sociedade, inclusive o de transporte individual de passageiro, do qual os táxis fazem parte. Percebendo o impacto desse segmento, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (PA), uma das regiões do Brasil com maior índice de infecção do covid-19, segue intensificando as conversas com representantes dos taxistas, para que eles auxiliem nas medidas do lockdown.

Adotada em dez cidades do Pará, a medida chamada lockdown é uma expressão em inglês que significa confinamento ou fechamento total. É o método mais radical imposto por governos para que as pessoas cumpram o período de distanciamento social. O lockdown consiste em fechar uma região, interditando vias, proibindo deslocamentos e viagens não essenciais. Cada governante decide de que forma será feito esse fechamento. Além disso, serviços considerados essenciais poderão continuar funcionando.

“Desde o início das medidas preventivas, nós temos tido diversas conversas com os representantes dessas modalidades de transporte. Nosso objetivo é que eles entendam a sua importância nessa batalha”, explica o Superintendente da SeMOB, Gilberto Barbosa. “A orientação é que no início das viagens eles já tenham o direcionamento do destino e do motivo do deslocamento do cliente para ficarem cientes se aquela viagem é realmente algo essencial para o usuário sair da sua casa”, completa Gilberto.

Assim como foi sentido no transporte coletivo, a demanda de usuários nessas outras modalidades de transporte também caiu de forma brusca com a chegada da pandemia. E, mesmo com as dificuldades econômicas, estes profissionais sabem da importância social de suas funções nesse momento. “Nós temos ciência que o lado econômico é prejudicado, mas temos que combater esse mal invisível. O lado humano, a vida, precisa estar a frente de qualquer coisa”, afirma o presidente do Sindicato dos Taxistas de Belém, Alaim Castro dos Santos, acrescentando que os taxistas estão na rua para transportar quem realmente precisa, por isso ele pede que, quem puder, fique em casa.

Matéria: Jeniffer Oliveira