Taxista em Tóquio, brasileiro chega a trabalhar 21 horas em um dia

Vivendo há 26 anos no Japão, o brasileiro Ricardo Uehara é taxista em Tóquio. - Foto: Globo Reporter
Vivendo há 26 anos no Japão, o brasileiro Ricardo Uehara é taxista em Tóquio. - Foto: Globo Reporter

No Japão há 26 anos, Ricardo Uehara viu o número de turistas na capital japonesa despencar durante a pandemia: ‘De 2020 para cá, nenhuma reserva’, conta

Vivendo há 26 anos no Japão, o brasileiro Ricardo Uehara é taxista em Tóquio — cidade-sede dos Jogos Olímpicos e que foi tema do Globo Repórter. Nascido em São Paulo, ele saiu do Brasil aos 23 anos.

“Na época, eu tranquei a faculdade. Tinha a ideia de ficar uns três anos. Não voltei”, conta.

Na capital japonesa, poucas avenidas têm nome, o que dificulta muito a vida dos motoristas. Normalmente, são sequências numéricas. Os mapas ajudam, mas o GPS é fundamental. A dificuldade também está no custo de vida alto. Em média, um taxista ganha o equivalente hoje a R$ 16 mil por mês, o que não é muito para viver em Tóquio.

“Começo a trabalhar às 7h30, normalmente, e vou até as 4h. São mais ou menos 21 horas. Eu trabalho umas três vezes por semana”.

Ricardo, que faz tours pela cidade, viu o número de turistas na capital japonesa despencar durante a pandemia: “De 2020 para cá, nenhuma reserva”’, diz. Ele recebeu um auxílio do governo japonês: um depósito único de cerca de R$ 5 mil por integrante da família.