Taxistas fazem manifestação em Curitiba

Cerca de 150 taxistas se reuniram em carreata durante a manifestação.
Cerca de 150 taxistas se reuniram em carreata durante a manifestação.

Reivindicações foram atendidas pela Prefeitura

Não é novidade que a pandemia de coronavírus está afetando drasticamente a economia, mas o setor de táxi sentiu um impacto ainda maior. Segundo líderes do segmento, a Urbs vinha negligenciando todos os pedidos de ajuda durante esse período de instabilidade maior enfrentado pelo serviço de táxi. Por isso, eles decidiram fazer uma manifestação no último dia 12.

Nesta manifestação, cerca de 120 carros seguiram em carreata até a Prefeitura de Curitiba. Os manifestantes se reuniram em frente ao Estádio Dorival de Britto, de lá eles seguiram para a sede da Urbs e depois foram para a Câmara Municipal de Curitiba.

Pelo menos desde 2013, as manifestações do setor são organizadas metodicamente e possuem pautas bem elaboradas, para conseguir os melhores acordos possíveis, mas para resolver os problemas enfrentados atualmente foi montado um comitê de crise específico, composto por todas as entidades representativas.

“Como o faturamento dos taxistas entrou em uma queda vertiginosa, estamos fazendo várias ações que possam auxiliar os profissionais nesse momento”, afirma José Carlos  Filho, um dos coordenadores do comitê, explicando que eles já promoveram arrecadações de cesta básicas para os mais necessitados, mas que sem auxílio governamental não é possível sanar todas as dificuldades.

“A conversa com a Urbs é uma questão bem complicada. Pedimos que eles olhem mais para os taxistas, principalmente com relação as taxas que são cobradas, mas é muito difícil de negociar com a Urbs. Então, fomos buscar a Prefeitura, que detém a maior parte das ações da Urbs”, explica o coordenador do comitê, afirmando que foram muito bem recebidos pelo secretário Luiz Fernando de Souza Jamur.

Durante a reunião com o secretário Luiz Jamur, foi apresentado uma pauta com os principais itens de reivindicações: a desoneração do setor; a isenção da outorga em 2020 e redução para os próximos anos; revisão do valor para transferência; ajuda com cesta básicas e itens de segurança durante a pandemia; além da revisão total da legislação.

O comitê defende a necessidade urgente de rever toda a gestão no serviço de táxi porque a legislação está muito atrasada e já não atende mais as necessidades do setor. “Não adianta o taxista ficar buscando uma solução e tentando se reinventar com uma legislação que amarra as suas ações” enfatiza José Carlos.

O coordenador do comitê ainda afirmou que tudo que é solicitado à Urbs recebe a mesma resposta da área jurídica: “nada pode ser feito”, mas quando eles conseguiram conversar diretamente com a prefeitura a atenção foi maior e o diálogo melhorou. Inclusive, eles receberam as seguintes respostas:

– Taxa de outorga: as taxas de outorga estão suspensas no ano de 2020. Aqueles que pagaram por boleto não terão os valores restituídos. Os pagamentos parcelados por meio de cartão de crédito deverão ser tratados diretamente na URBS.

– Taxa de vistoria, carteirinha e gerencial: ambas serão isentadas durante o ano de 2020.

– Multas: não haverá perdão das multas.

– Taxa de transferência: será aberta uma janela de 90 dias para transferências tendo como origem inventários e autorizatários que apresentem doenças.

– Ajuda Emergencial: os taxistas deverão procurar o CRAS (nas ruas da Cidadania) para obterem o direito a compras no Armazém da Família e, caso esteja em situação de extrema vulnerabilidade, poderá receber ajuda assistencial do município.

– Reedição da legislação de táxi: o Comitê de Crise do Serviço de Táxi fará um estudo com acompanhamento da categoria e apresentará o projeto de alteração da lei.

Crédito da matéria: Jeniffer Oliveira