Taxistas poderão receber o coronavoucher

O benefício poderá ser solicitado pelo site auxilio.caixa.gov.br
O benefício poderá ser solicitado pelo site auxilio.caixa.gov.br

Auxílio emergencial poderá ser ampliado e beneficiar motoristas de táxi

Os impactos econômicos causados pela pandemia do coronavírus fez o Senado Federal aprovar um projeto de lei chamado de coronavoucher, que beneficia dezenas de categorias com um auxílio de R$ 600,00 durante os próximos três meses. Recentemente, os senadores votaram a favor da ampliação do auxílio emergencial para categorias que não estavam sendo contempladas no texto inicial do projeto. Agora, taxistas poderão ter o seu sofrimento amenizado durante a crise.

O auxílio emergencial já foi publicado pelo Diário Oficial da União e o objetivo é que 54 milhões de pessoas recebam o benefício, mas para ter direito há algumas exigências. Além disso, quando o texto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro ainda não incluía a categoria de taxistas, mas como as mudanças também já foram aprovadas pela Câmara, tudo indica que logo os motoristas de táxi também terão acesso ao benefício.

Jefferson Fortunato é um dos taxistas que já se cadastraram para receber o auxílio.
Jefferson Fortunato é um dos taxistas que já se cadastraram para receber o auxílio.

Para se encaixar no perfil, o beneficiário deve ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar total de até três salários mínimos, que equivale a R$ 3.135.

O trabalhador informal, sem trabalho fixo, tem que ser inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Além disso, os motoristas que exercem atividade na condição de microempreendedor individual (MEI) também se encaixam no perfil.

Não pode receber o benefício quem tem ter carteira assinada, pois isso garante direito ao seguro-desemprego. Neste caso quem trabalha com o táxi como segunda fonte de renda, além de um trabalho registrado, não tem direito. Também não pode fazer parte de programa de transferência de renda federal, com exceção ao Bolsa Família.

O taxista Jefferson Fortunato, de 33 anos, acredita que o valor não irá solucionar o problema, mas irá ajudar dentro de casa. “ Fiz o cadastro e estou no aguardo. Moro com meu filho de seis anos e com o dinheiro vou pagar a água, luz e fazer uma compra. Não vai acabar com o problema, mas vou colocar comida no prato para nós dois”, considera Jefferson.

Crédito da e fotos matéria: Jeniffer Oliveira